Se há imagens que nos fazem regressar ao nosso mundo de criança, são as dos castelos encantados e dos sótãos cheios de tesouros escondidos.
Santa Maria da Feira e Santa Maria de Lamas são dois locais onde essa viagem acontece.
O Castelo de Santa Maria da Feira será, no nosso país, o que mais se aproxima da imagem que todas as crianças têm de um castelo encantado. O seu desenho original e único remete-nos, sem dúvida, para o mundo dos contos de fadas, dos príncipes e princesas. Não será, por isso, muito difícil convencer os mais pequenos que o passeio se adivinha divertido e cheio de aventuras e descobertas.
O castelo é um espaço ótimo para ser explorado a pé, pela família. Pelo caminho de ronda os mais pequenos, rapazes especialmente, podem imaginar valentes batalhas frente ao inimigo. O espaço é muito agradável e a paisagem lindíssima. No pátio e nas portas do castelo “respira-se” Idade Média por todo o lado. Vale bem a pena conhecer este monumento nacional que tem praticamente mil anos de vida.
Ainda a respirar História, é de aproveitar a deslocação à cidade da Feira para, num passe de magia, ir da época medieval até dez séculos depois, até ao Visionarium, que fica do outro lado da povoação. Por lá, “gaste” o resto da manhã em descobertas fantásticas sobre o mundo da Ciência. É um passeio inesquecível para os pequenos, cheio de experiências num museu de ciência interativo e com um jardim cheio de surpresas para se brincar.
Depois de uma boa refeição siga para Santa Maria de Lamas, para o extraordinário museu da povoação. Prepare os miúdos, porque vão entrar literalmente no “sótão do avô”. O Museu de Santa Maria de Lamas foi criado por Henrique Amorim que juntou um património tão rico como diferenciado num só museu. A joia da coroa é a Sala da Cortiça. É um verdadeiro mundo. Até o Cristo Rei está lá em tamanho gigante. Mas há pássaros e árvores, quadros e imagens, a Torre de Belém e as caravelas, enfim, um verdadeiro mundo de fantasia, todo em cortiça, que ninguém vai esquecer tão depressa. É uma autêntica floresta amazónica, em cortiça, à espera de ser explorada. O ideal é marcar previamente com o Museu uma visita guiada especial para as crianças. A brincar, a visita vai ser ainda mais divertida. No “Misterioso desaparecimento das roupas do sobreiro”, a visita é complementada com uma oficina plástica onde cada criança criará a sua obra de arte em cortiça. Já no programa “Turistas miúdos e graúdos no Museu” as famílias percorrem Portugal de lés-a-lés através da coleção do museu. Sem dúvida, uma experiência única que ficará na memória de todos num dia inteiro dedicado à fantasia.
Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico
E&O 2012



