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MAMÃ… FICA AQUI AO PÉ DE MIM!

Entre os 2 e os 4 anos de idade, a criança torna-se cada vez mais independente - diz NÃO a tudo e esforça-se para fazer tudo sozinha, mesmo em tarefas para as quais é ainda muito pequena. No entanto, exige a presença da mãe para qualquer atividade, não permitindo que mais alguém tenha direito à sua atenção. Por exemplo, quando a mãe está ao telefone, é interrompida consecutivamente pela criança ou precisamente quando a mãe tem de sair a criança "lembra-se" de fazer uma birra.

Parece ser uma atitude contraditória mas, na verdade, a criança está a começar a sentir-se como uma pessoa autónoma, com muitas capacidades, e a descoberta dob “mundo” sozinha provoca-lhe medo e insegurança. A exigência da presença da mãe para tudo é considerada como uma dependência emocional, onde a mãe representa a segurança nos sentimentos mais difíceis. Para a criança, a mãe faz parte da sua “paisagem” diária e a sua ausência é vivida com muita angústia.

O estilo educativo que predomina em casa e o exemplo que os pais transmitem condicionam o estilo comportamental da criança, nomeadamente comportamentos excessivamente dependentes por parte dos filhos. De facto, a superproteção  dos pais contribui para acentuar o caráter  de dependência da criança. Se os pais estiverem continuamente preocupados em proteger o seu filho e em impedir que ele erre ou se magoe, por exemplo, podem estar, por um lado, a impedir o seu natural desenvolvimento e por outro, a transmitir-lhe a ideia de que “ele não é capaz”. Estas situações conduzem a uma redução da autoestima  e ao aumento da sua dependência.

Muitas vezes torna-se difícil para os pais saberem como devem agir perante os caprichos dos seus filhos. Se é verdade que, por um lado, os pais não devem valorizar demasiado esses caprichos de modo a de fomentarem uma progressiva autonomia do seu filho, também é verdade que existem momentos na vida em que necessitamos que nos mimem e consolem e, nas crianças, estes momentos são muito mais frequentes. Por isso mesmo, os pais não devem hesitar em oferecer-lhe esses mimos especiais, pois é o carinho dos pais que ajuda a criança a enfrentar o medo, ao compreender que pode sempre confiar neles.
Algumas atitudes que podem ajudar a que a criança se torne mais independente:

- Reforçar os momentos em que brinca e se diverte sozinho, oferecendo-lhe depois um pouco da sua companhia;

- Encher-se de paciência e carinho… É importante evitar que a criança perceba a expressão de censura ou irritação injustificada. Isso pode provocar o efeito contrário: a criança pode sentir-se ainda mais insegura e aumentar a sua dependência materna;

- Reforçar a autoestima  da criança, mostrando-lhe todas as coisas que já é capaz de fazer e realçando os aspetos  positivos da sua personalidade;

- Incentivar a criança a relacionar-se com outras pessoas;

- Mostrar-lhe que compreende os seus sentimentos e que os respeita;

- Tentar que as primeiras ausências sejam breves e ir aumentando a duração e frequência das separações.

Com o tempo, todas as crianças acabam por se familiarizar com situações novas e terão adquirido a segurança e confiança suficientes em si mesmo. Se houver o cuidado de preparar a criança para este crescimento, tudo correrá da melhor forma.


Conteúdo desenvolvido por Ana Santos Boto
Psicóloga
Clínica Gerações




Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico

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